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| As pulgas são os principais parasitas externos dos animais domésticos, podendo provocar elevadas infestações. Existem pelo menos 1500 espécies de pulgas, mas as espécies mais comuns e de maior interesse são Ctenocephalides canis e Ctenocephalides felis. Apesar dos nomes, não são específicas de um único hospedeiro. |
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O ciclo biológico da pulga se divide em cinco estágios: pulga adulta, ovo, larva, pupa e ninfa. A duração dos estágios de desenvolvimento depende da temperatura, umidade relativa e da disponibilidade local de alimento. Esse parasita se desenvolve melhor em ambientes úmidos (80% de umidade) e quentes (27º C).
A pulga adulta se alimenta de sangue e pode sobreviver até 1 ano fora do corpo do animal. As fêmeas da pulga põem de 6 a 8 ovos por vez, podendo chegar a um total de 400 a 500 ovos. A postura dos ovos se dá no animal e no ambiente.
Os ovos não são visíveis a olho nu, são resistentes a secas, altas temperaturas e produtos químicos e permanecem em incubação de 2 a 12 dias. Dos ovos nascem as larvas, que são muito pequenas e se escondem em locais inacessíveis à limpeza. Permanecem neste estágio de 9 a 20 dias e passam por 3 fases evolutivas. Passam depois à pupa, permanecendo de 7 dias a 1 ano nesta fase, dependendo da temperatura ambiente. A ninfa é a fase intermediária entre pupa e pulga jovem. Com o rompimento do casulo, origina-se uma pulga jovem que irá se alimentar de sangue quente do hospedeiro, completando o ciclo biológico. O ciclo de vida se dá 95% no ambiente (não visível a olho nu) e apenas 5% no animal. |
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| Animais parasitados apresentam grandes prejuízos orgânicos e causam muitos transtornos aos proprietários. Os problemas mais comuns causados pelas pulgas são: |
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Irritação de pele e alergias provocadas pelas picadas e substâncias tóxicas e anticoagulantes presentes na saliva do parasita. |
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Anemia e perda de peso. |
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Irritação e estresse. |
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Edemas. |
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Infecção secundária devido à transmissão de bactérias. |
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Transmissão do verme intestinal Dipylidium caninum, também conhecido como tênia, já que as pulgas atuam como hospedeiros intermediários desse verme. |
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| As pulgas de cães e gatos podem picar o homem, trazendo um incômodo muito grande. |
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Para o controle de pulgas, é importante a escolha do produto adequado para tratamento do animal e considerar as dificuldades de erradicação no ambiente.
É comum a incidência de erros quando se tenta controlar as infestações por pulgas, devido ao desenvolvimento do parasita ou pela aplicação de medidas inadequadas. A eficácia vai depender do controle simultâneo do parasita no animal e no ambiente, levando-se em consideração características das pulgas que dificultam a sua prevenção e erradicação. As pulgas têm resistência elevada ao jejum e às condições ambientais desfavoráveis. Os focos são de difícil localização, a reprodução é acelerada e o controle ambiental trabalhoso, predispondo à desistência do proprietário.
Normalmente, o primeiro esforço de tratamento é sobre o animal, pois o seu parasitismo chama a atenção dos proprietários e, na maioria dos casos, não se faz controle do ambiente. É importante lembrar que a existência de um foco no animal implica em ambiente comprometido, já que somente 5% da população se encontra na fase adulta (parasitária) e 95% se encontram em diferentes fases evolutivas no meio ambiente. |
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| *Consultar o Médico Veterinário é indispensável para o uso correto de qualquer medicamento em seu animal. |
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