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O nosso país enfrenta atualmente um grande surto de leishmaniose, uma perigosa zoonose causada por um protozoário flagelado do gênero Leishmania. A doença está presente em 19 estados brasileiros e a transmissão entre hospedeiros vertebrados é feita principalmente, pela picada do mosquito flebotomíneo Lutzomyia longipalpis. O cão, como hospedeiro doméstico, é o principal reservatório.
Algumas regiões são consideradas focos importantes como a cidade de Araçatuba em São Paulo, Belo Horizonte e estados de Mato Grosso do Sul, Piauí, Bahia, entre outras. A contenção da expansão da Leishmaniose depende também, do trabalho responsável e contínuo do médico veterinário, que deve conscientizar a população da gravidade da doença e da importância de controle de vetores.
Saiba mais sobre essa grave doença. |
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| A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença crônica que afeta cães, raposas e homem. A doença se tornou uma preocupação da saúde pública, pois a incidência está aumentando rapidamente em centros urbanos. |
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A leishmaniose é transmitida unicamente pelo mosquito flebótomo Lutzomyia longipalpis, conhecido popularmente como mosquito "palha". Somente a fêmea do mosquito pica, pois precisa de sangue para o desenvolvimento dos ovos. Os insetos atacam tanto o cão quanto o homem, principalmente durante as estações chuvosas. Ao picar, transmitem o protozoário Leishmania chagasi (espécie encontrada no Brasil). Uma vez infectado, o cão torna-se reservatório da doença e pode ser fonte de contaminação. Ao picar um cão infectado, o inseto armazena os parasitos no seu organismo, que não lhe causam danos e após 6 dias já pode infectar outros animais ou o homem.
No homem, o período de incubação varia de 2 a 6 meses e no cão pode levar de 3 meses até alguns anos para que apareçam os sintomas da doença, o que depende da imunocompetência do hospedeiro. |
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| Na América Latina, a doença já foi descrita em 12 países, com 90% dos casos no Brasil. Atualmente, a doença ocorre nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste e vem apresentando franca expansão pelo país. No ano de 2000, foram registrados 3779 novos casos humanos em 19 estados e estima-se que para cada caso humano, há uma média de 200 cães infectados. |
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| O diagnóstico clínico deve ser confirmado por exames laboratoriais, porém deve-se levar em consideração as limitações de cada método. O método mais seguro é o parasitológico direto, usando esfregaços de sangue, linfonodos, medula ou impressão em lâmina com fragmentos de pele, permitindo a visualização do parasito. São utilizados também exames de cortes histológicos, imunofluorescência indireta, ELISA, fixação de complemento, aglutinação direta, teste de intradermoreação, exames culturais e provas biológicas de inoculação em animais de laboratório. |
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O tratamento humano é feito com medicamentos específicos e pode durar meses.
No caso dos cães, não há um tratamento eficaz. Em algumas situações, drogas humanas são utilizadas, porém nos cães, esse tratamento é mais difícil e arriscado, pois a leishmaniose mostra-se mais resistente neste animal. Além disso, pode selecionar cepas resistentes, podendo comprometer os tratamentos humanos. Mesmo submetido ao tratamento, o cão continua como reservatório da doença e o uso do produto não pode ser interrompido, pois as recidivas são mais intensas. Ocorrem diversos efeitos colaterais, com elevado risco de óbito do animal, principalmente, por complicações renais. |
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| O Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde desaconselham o tratamento da leishmaniose em cães com os produtos humanos, preconizando o sacrifício dos animais positivos. |
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A mais eficiente medida contra a leishmaniose é o combate ao mosquito hospedeiro, o que necessita do esclarecimento e a orientação da população para que façam uso adequado de inseticidas à base de piretróides nas residências e criatórios.
Associado ao controle ambiental, deve-se investigar os animais suspeitos que apresentem lesões de pele e enviar material para laboratório para realização de diagnóstico diferencial entre a leishmaniose e as neoplasias, micoses profundas e sarna demodécica. O uso de repelentes nos animais também é recomendado.
A Schering-Plough comercializa, em vários países do mundo, produto com formulação à base de permetrina 65%, utilizado com sucesso, principalmente na Espanha, no controle da leishmaniose. No Brasil, o produto é comercializado sob a marca Pulvex® Pour-on. Pulvex® Pour-on tem efeito "hot foot", esquentando e irritando as patas dos insetos, que são repelidos imediatamente após o contato. Dessa forma, os insetos não chegam a picar os cães, evitando a transmissão da doença. |

Pulvex® Pour-on
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| *Consultar o Médico Veterinário é indispensável para o uso correto de qualquer medicamento em seu animal. |
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