Antes de se pensar em acasalar o animal, alguns fatores devem ser analisados: tempo disponível para cuidar da ninhada, custos com assistência veterinária e exames, e o destino dos filhotes, pois é muito importante a posse responsável. Para o acasalamento, o ideal é que se procure um macho da mesma raça e que tenha um tamanho igual ou não muito maior que a fêmea. Assim evitam-se problemas no parto.
A fêmea deve passar por uma avaliação veterinária antes do acasalamento; as vacinas devem estar em dia e um exame de fezes deve ser feito um mês antes do cio. A idade ideal para iniciar o acasalamento é a partir do 3o. cio.
As fêmeas entram no cio em torno de 6 a 10 meses de idade, porém algumas apenas com 1 ano. O cio da fêmea tem duração de 15 dias, aproximadamente. Ela aceitará o macho a partir do 7o. ou 8o. dia do cio. O ideal é a fertilização no 11o. dia (momento em que 50% dos óvulos são liberados pelos ovários). O acasalamento pode ser repetido no dia seguinte.
Algumas fêmeas são arredias e não aceitam certos machos; outras, não aceitam nenhum macho. O ideal é fazer um contato entre os cães antes do início do cio, para observar se há rejeição entre as duas partes. Da mesma forma, cães muito mimados normalmente não aceitam acasalar e não têm interesse pela fêmea, mesmo ela estando no cio. Há fêmeas que escolhem um determinado macho e se recusam a acasalar com outros. Nestes casos, pode-se recorrer à inseminação artificial.Caso a fêmea cruze com mais de um macho, os filhotes terão características diferentes, pois os óvulos serão fecundados pelos espermatozóides dos diferentes pais. Durante o acasalamento, os animais permanecem presos um ao outro por alguns minutos. Isso ocorre devido a uma dilatação do pênis durante a ejaculação. O cão possui um osso peniano e a tentativa de separar os cães à força nesse momento pode causar uma fratura nesse osso. Por isso, não importa o tempo que demore, deixe que os cães se afastem naturalmente.
Os animais portadores de enfermidades transmissíveis geneticamente como displasia coxofemoral, ausência de um testículo (criptorquidismo), alergias graves, catarata precoce e epilepsia; animais com problemas cardíacos graves; fêmeas com excesso de peso, sarna demodécica; cães com doenças sexualmente transmissíveis como Tumor de Sticker e Brucelose, devem ser afastados da reprodução. |